quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Aviso de Abertura de 49 vagas, sendo 34 para DN2 e 15 para DN1

 

Aviso de Abertura de 49 vagas, sendo 34 para DN2 e 15 para DN1


REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE 

CIDADE DE MAPUTO

CONSELHO DOS SERVIÇOS DE REPRESENTAÇÃO DE ESTADO

SERVIÇOS DE ASSUNTOS SOCIAIS


AVISO


Por despacho de 18 de Fevereiro de 2026 de Sua Excelência Secretário de Estado na Cidade de Maputo, torna-se público que está aberto o concurso de ingresso no Aparelho de Estado para provimento de vagas na carreira de Docente N2 e N1, nos termos do artigo 34 e do nº 1 do artigo 51 ambos do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, aprovado pela Lei nº 04/2022 de 11 de Fevereiro.


1. REQUISITOS GERAIS:

Os requisitos gerais constam do artigo 18 do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, aprovado pela lei nº 4/2022 de 11 de Fevereiro.


2. REQUISITOS ESPECÍFICOS:

 • Ter formação psico-pedagógica;

 • Conhecer a legislação e regulamentação básica da actividade educativa.


3. VAGAS DISPONÍVEIS

Estão disponíveis 49 vagas, sendo 34 para DN2 e 15 para DN1, conforme ilustra a tabela abaixo:


1. DISTRITO: KaMpfumu – 3 vagas

CARREIRA: DN1

ÁREA DE FORMAÇÃO: Mecânica Industrial (Com especialidade)

_____________________

2. DISTRITO: Nlhamankulu – 10 vagas

CARREIRA: DN2

ÁREA DE FORMAÇÃO: Ensino Primário 

_____________________

3. DISTRITO: Kamaxakeni – 10 vagas

CARREIRA: DN2

ÁREA DE FORMAÇÃO: Ensino Primário

_____________________

4. DISTRITO: KaMavota – 11

CARREIRA: DN2

ÁREA DE FORMAÇÃO: Ensino Primário

_____________________

5. DISTRITO: KaMubukwana

CARREIRA: DN1

ÁREA DE FORMAÇÃO:

- Matemática – 3 vagas

- Química – 2 vagas

_____________________

6. DISTRITO: KaTembe

CARREIRA: DN1

ÁREA DE FORMAÇÃO: 

- História – 2 vagas

- Física – 1 vaga

- Química – 1 vaga

- Matemática – 1 vaga


CARREIRA: DN2 – 3 vagas

ÁREA DE FORMAÇÃO: Ensino Primário

_____________________

7. DISTRITO: KaNyaka

CARREIRA: DN1

ÁREA DE FORMAÇÃO:

- Física – 1 vaga

- Educ. Visual/DGD – 1 vaga

_____________________


4. ADMISSÃO AO CONCURSO

A admissão ao concurso é solicitada a Sua Excelência Secretário de Estado na Cidade de Maputo através de um requerimento com assinatura reconhecida, acompanhado dos seguintes documentos:

   a) Certidão de nascimento;

   b) Certidão de registo Criminal;

   c) Certidão de Aptidão Física e mental para o exercício da actividade;

   d) Comprovativo de inscrição ou cumprimento do serviço militar;

   e) Curriculum Vitae;

   f) Cópia da Certificado de Habilitações Literárias autenticada;

   g) Declaração de Compromisso de honra, que mostra que nunca foi expulso do Aparelho de Estado, aposentado ou Reformado;

   h) Cópia do NUIT e

   i) Duas fotos tipo passe

 

 NOTA: Na fase de candidatura ao concurso é dispensada a apresentação dos documentos mencionados nas alíneas b), c), d) e i).


5. MÉTODOS DE SELEÇÃO

O concurso será documental, seguido de entrevista profissional.


6. LOCAL E PERÍODO DE SUBMISSÃO DE CANDIDATURA

Os candidatos deverão submeter o seu expediente nas Secretarias das Direcções Distritais da Educação e Cultura dos Distritos Municipais de: KaMpfumu, Nlhamankulu, KaMaxakeni, KaMavota, KaMubukwana, KaTembe e KaNyaka, num prazo de 30 dias de calendário, contados a partir da data da publicação do presente aviso, no horário normal de expediente.


As listas dos candidatos admitidos e excluídos serão afixadas na vitrina da Direcção Distrital onde o candidato submeteu o expediente.


O prazo de validade do concurso é de três anos, a contar da data em que foi publicada no Boletim da República, a respectiva lista de Classificação final.


Maputo, aos 17 de Fevereiro de 2026

O Director


VALIDADE: 22 de Março de 2026

FONTE: Jornal Notícias, edição de 23 de Fevereiro de 2026, Segunda-feira, Página 30.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

O Cenário Político de Moçambique: Enfrentar o Crime, a insegurança e a resposta Policial.sobre o assassinato de opositores políticos e as lutas de Venâncio Mondlane

 O crime em Moçambique poderá ter fim?

Quem controla os esquadrões da morte?

Podemos confiar na polícia? Será que ela esta ao serviço da população? 



Muito recentemente, o país assistiu ao assassinato macabro de dois activistas politicos, nomeadamente, Elvino Dias, advogado de Venâncio Mondlane, candidato. a presidência da República de Moçambique,  e Paulo Guambe, mandatário do PODEMOS, partido que segundos os últimos dados eleitorais,  tornou se na segunda maior força partidária de Moçambique, passando a fazer oposição a Frelimo partido que controla o governo do país. Lembrar que este é apenas mais um crime praticado em Moçambique, muitos moçambicanos foram mortos e estes crimes permanecem até hoje no segredo dos Deuses.  A questão que pode se levar,neste momento, é : 

*A quem beneficiam estes crimes sem esclarecimento?

*Vale a pena confiar nas forças de defesa e segurança? 

*O que é crime?

Crime é qualquer acção ou omissão que viola a lei e que, como consequência, pode resultar em punição. É importante ressaltar que o conceito de crime varia de acordo com a legislação de cada país.

Em geral, um crime possui os seguintes elementos:

* Tipicidade: A acção ou omissão se encaixa em uma descrição específica de crime prevista em lei.

* Ilicitude: A acção é proibida pela lei e fere um bem jurídico protegido.

* Culpabilidade: O agente tinha consciência da ilicitude do acto e podia controlá-lo.

Exemplos de crimes:

* Contra a pessoa: homicídio, lesão corporal, sequestro.

* Contra o patrimônio: roubo, furto, estelionato.

* Contra a administração pública: corrupção, peculato.


Em muitos países as pessoas convivem com o crime. E a questão não é se você será vitima, mas quando. 

O crime não resulta só em danos físicos e perdas materiais,  mas também em sequelas mentais e emocionais. Assim, é sensato fazer tudo ao nosso alcance para aumentar a segurança.  Existem vários tipos de crime,por exemplo homicidios, assaltos, violência sexual,etc. 


Poderá o governo acabar com o crime?

Quais são as causas do crime? 

No mundo, os varios países gasta uma boa parte do seu orçamento para combate o crime. Segundo um estudo das Nações Unidas,  os países mais desenvolvidos gastam em média 3 a 4% do seu orçamento anual no combate ao crime enquanto que os paises em desenvolvimento  gastam em média 10 a 20%, no caso de Moçambique,  grande parte desse orçamento é gasto no combate a insurgência na nortenha província de Cabo Delgado. Para . Aumentar o efectivo policial e equipá-lo melhor é prioridade em alguns países.  Contudo, algumas pessoas afirmam que sempre falta policias para os proteger mas não para pegar infratores de tránsito. No caso de Moçambique, recentemente formou mais de 14.000 agentes da polícia, e este efectivo não tem sido capaz de responder a evolução do crime nas principais cidades e no país em geral. 

Com o aumento dos sequestros, vários governos tornaram as leis mais duras contro este tipo de crime. Mas, esta medida não influenciou, em nada, para a reduçao deste tipo de crime. 


Quais são as causas do crime?.

A questão acima é dificil de responder de forma efectiva,pois cada tipo de crime tem suas motivações,por exemplo os crimes de caris politico,pode ter como principal motivo o poder, corrupção,manipulação, fraude ,etc.

Em alguns países, como Moçambique ,por exemplo, devido a acção das autoridades policiais, muitas  pessoas concordam ou créem que as próprias autoridades são parte do problema. Uma vez que grande parte dos suspeitos de crime são agentes ligados as forças da ordem e segurança. Sem contar com o facto de polícia ter se revelado suficientemente despreparada para combater e esclarecer fenómenos criminais. 


O que fazer quando aqueles que deviam garantir a ordem e segurança tornam-se agentes do crime? 

 O texto discute a prevalência alarmante do crime e da impunidade em Moçambique, destacando o envolvimento das autoridades governamentais e a neutralidade percebida da comunidade internacional. Pinta o quadro de uma democracia controlada por organizações criminosas, com alegada cumplicidade de agentes responsáveis ​​pela aplicação da lei.


É crucial reconhecer a gravidade desta situação, uma vez que o aumento desenfreado do crime e da corrupção não só prejudica o Estado de direito, como também representa uma grave ameaça para o tecido democrático de Moçambique. O aparente envolvimento dos funcionários governamentais e a falta de responsabilização agravam ainda mais a questão, exigindo uma acção imediata para fazer face a estes desafios sistémicos.


Em conclusão, a natureza generalizada do crime e da impunidade em Moçambique exige uma atenção urgente e esforços concertados por parte das partes interessadas nacionais e internacionais. É imperativo responsabilizar os responsáveis ​​pela perpetuação destes crimes e reforçar os mecanismos de justiça e governação para garantir a protecção dos direitos dos cidadãos e a integridade do Estado.

 Esta questão transcende fronteiras e fala da importância universal de defender os princípios da democracia, transparência e prestação de contas. Serve como um sério lembrete da fragilidade das instituições democráticas e da vigilância constante necessária para as salvaguardar.



Gemini/Google _acessado no dia 21/10/2024

Para mais informações, você pode consultar:

* Portal do Ministério Público - Portugal: https://www.ministeriopublico.pt/faq/o-que-e-um-crime


quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Será que vale a pena Protestar com Venâncio Mondlane?

 PROTESTAR É IMPORTANTE?

SERÁ QUE VALE A PENA?

QUAIS AS VANTAGENS DO PROTESTO? 


Imagem disponível na Internet. Autor successpictures


Este texto, surgem motivado pelo contexto politico pelo qual o mundo esta a passar, 2024 é o ano eleitoral,  isto é,  grande parte dos países do mundo democrático estão ou ja passaram pelo processo eleitoral,  do qual surgem vários protestos motivados pela insatisfação, descrédito ou mesmo pela fraude, e a principal forma de manifestar o seu descontentamento tem sido o PROTESTO. 


O que é protestar?

Protestar entende-se como sendo uma declaração energética que se faz dos próprios sentimentos ou opiniões.  Também pode se entender como sendo a demonstração de repulsa ou revolta contra alguma coisa. 

A seguir aprsentamos um exemplo que mostra que os protestos podem ser um recurso poderoso, mas tem o seu preço. 


Em 17 de Dezembro de 2020, Mohamed Bouazizi chegou ao seu limite, Bouazizi era um feirante tunisino, de 26 anos, estava frustrado por  não conseguir emprego melhor, devido a corrupção e excesso de burocracias. Passando a vender frutas, naquele dia, fiscais do governo confiscaram as fruta e de Bouazizi, tentou impedi-los. Segundo testemunhas,  ele foi espancado pela policia.

Humilhado e furioso, Bouazizi tentou falar com o governador local para reclamar, mas não conseguiu audiência.  Em frente ao prédio, ele teria gritado : "Como vocês esperam que eu sustente a minha familia?" Depois de se encharcar de um líquido inflamável   ele acendeu um fósforo e, em menos de três semanas, acabou morrendo por causa das queimaduras.

Este acto desesperado teve grande impacto na Tunísia e em outros países.  Muitas pessoas acham que isso foi o gatilho para uma revolta que acabou derrubando o governo tunisino e de protestos que logo se espalharam por outros paises árabes.  O parlamento europeu concedeu a Bouazizi e a outras quatro pessoas o prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento de 2011, elegeu-o como personalidade de 2011.


Mas, o que está por trás da recente onda de protesto?  Existe uma solução


Muitos protesto são provocados pelos seguintes factores:

- Insatisfação com as condições sociais.

-Um pretexto ou gatilho. 


Insatisfação das condições sociais. 

Quando as pessoas acham que o governo e a economia local está satisfazendo as suas necessidades, há pouca vontade de protestar; elas simplesmente recorrem às instituições já existentes para resolver seus problemas, como os tribunais e outras autoridades.  Por outro lado, quando elas suspeitam de corrupção e injustiça a favor de uma minoria privilegiada, as condições estão favoráveis para o surgimento de um protesto ou distúrbios sociais. 


Um pretexto 


Muitas vezes um acontecimento específico provoca uma reacção nas pessoas, transformando seu conformismo numa sensação de que deve fazer alguma coisa.  O caso de Bouazizi desencadeou enormes manifestações na Tunísia.  Outro exemplo foiba greve de fome contra a corrupção feita pelo activista indiano Anna Hazare, que despertou protestos da parte dos seus apoiantes em 450 cidades na Índia. 


Os protestos dão resultados? 

Os defensores do protesto alegam que essa estratégia tem tido resultados e trás os seguintes benefícios. 

Alivio para os pobres,  por exemplo,  durante a crise económica da década 30, deixou milhões de pessoas desempregadad. Por não conseguirem pagar o aluguer, muitas famílias foram despejadas, provacando manifestações violentas em Chicago Illinois.  Por causa desta reacção,  as autoridades cancelaramos depejos e conseguiram emprego para alguns dos manifestantes  e cerca de 77 mil familias puderam voltar para suas casas. 


E como avaliar a situação em Moçambique,  será que vale a pena manifestar ou melhor protestar.

Muitas pessoas defendem que protestar contra sistemas repressivos é um dever moral. Importa ressaltar que os protestantes em muitos casos somente pode oferecer a sua pele e a oferece como último recurso por não encontrar outra alternativa de afirmar a verdade que defende.  

Nos casos em que o protesto atingem os seus objectivos, outros problemas acabam surgindo, pode dar se o caso de depor um governo e permitir a ascensão de um outro que tome medidas piores que o anterior. Veja por exemplo o que aconteceu na Líbia, Iraque, Congo etc. Os povos protestavam e houve uma  intervenção externa, derrubou os respectivos governos.  O que é certo é que de certa forma os povos desses países até hoje lutam por uma sociedade justa,livre e sustentável. 

Será que vale a pena Protestar? 




Bibliografia 

Dicionário Enciclopédico Alfa, 1990. Lisboa

Texto adaptado 

Pode ler o texto original nas publicações  da JW

Revista despertai,publicada em Julho de 2013




sábado, 21 de setembro de 2024

6 técnicas de estudo para aprender tudo muito mais rápido.⤴️



6 técnicas de estudo para aprender tudo muito mais rápido

Estudar não é apenas ler algo sem parar até memorizar, existem muitas técnicas que podem ser aplicadas para ajudar no seu desenvolvimento


Quando você precisa estudar algum assunto, qual metodologia você usa? Ler incansavelmente até tentar entender algo e no final não lembrar de quase nada do que leu? Pois é, muitas pessoas acabam se frustrando na hora de estudar simplesmente porque não conseguem absorver nada que estão tentando aprender.

Contudo, o que nem todo mundo percebe é que, não está sendo possível absorver o conhecimento que está querendo aprender, justamente porque a metodologia de estudo que você utiliza não é funcional para você.

Por mais que você tenha conhecidos que tenham facilidade de aprender algo apenas lendo uma única vez, cada um é cada um, e o que funciona para um não quer dizer que funcionará para o outro. Justamente por isso é que existem técnicas de estudo diferentes, das quais você pode testar e validar para ver se combina com seu perfil.

Para te ajudar nesse processo e para que você pare de se sentir frustrado ao tentar aprender algo, vamos trazer 6 técnicas de estudo super eficientes e amplamente reconhecidas para que você descubra exatamente qual é a melhor para você!

1. Método SQ3R

Este método transforma a leitura em uma experiência interativa e envolvente, ajudando você a extrair o máximo de seus textos. SQ3R significa:

• Pesquisa (Survey): Antes de mergulhar na leitura, dê uma olhada geral no capítulo. Observe títulos, subtítulos e gráficos para ter uma ideia do conteúdo.

• Pergunta (Question): Crie questões com base nos títulos e subtítulos. Isso ajuda a direcionar sua atenção para as informações cruciais enquanto lê.

• Leia (Read): Leia atentamente o capítulo, buscando respostas para as perguntas que você formulou.

• Recite (Recite): Após ler um trecho, faça um resumo ou explique o conteúdo com suas próprias palavras. Isso reforça o aprendizado e a retenção de informações.

• Revisão (Review): Finalize revisando os pontos principais e assegure-se de que pode responder às perguntas que criou.

2. Prática de recuperação

Esta estratégia baseia-se no princípio de que recordar ativamente a informação fortalece seu aprendizado e memória a longo prazo. Algumas formas de aplicar essa técnica incluem:

• Testes práticos: Realize autoavaliações regulares para testar sua memória sem consultar o material de estudo.

• Crie perguntas: Desenvolva suas próprias questões sobre o material de estudo como se estivesse preparando um teste para si mesmo. Isso pode ser ainda mais eficaz se feito em grupo, permitindo a troca de perguntas entre colegas.

• Flashcards: Utilize cartões de memória para praticar, mas lembre-se de escrever a resposta antes de verificar, para engajar ativamente sua capacidade de recuperação.

3. Prática espaçada

Ao invés de concentrar todo o seu estudo em um curto período de tempo, distribua-o ao longo de dias ou semanas. Este método aproveita a tendência do cérebro de fortalecer a memória quando forçado a recuperar informações “quase esquecidas”. Implemente essa técnica com o seguinte cronograma:

• Imediatamente após aprender o material, revise-o para fixar as informações.

• Nos dias subsequentes, volte ao material para reforçar o aprendizado.

• Após uma semana, e novamente após duas semanas, faça revisões para garantir uma retenção de longo prazo.

Leia também | 7 técnicas comprovadas para controlar o nervosismo e se acalmar

4. Técnica Feynman

Inspirada no renomado físico Richard Feynman, essa técnica baseia-se na premissa de que a melhor maneira de entender um conceito é tentar explicá-lo de forma simples. Aqui está como você pode aplicá-la:

• Anote o tópico que está estudando no topo de uma página.

• Tente explicar esse tópico como se estivesse ensinando a alguém que não tem conhecimento prévio sobre o assunto, utilizando uma linguagem clara e acessível.

• Identifique quaisquer lacunas no seu entendimento ou partes confusas na sua explicação. Volte aos estudos para esclarecer essas dúvidas.

• Simplifique e clarifique sua explicação, evitando jargões técnicos ou explicações complicadas, tornando o conceito acessível para qualquer pessoa.

5. Mapa mental

Para os estudantes visuais, os mapas mentais oferecem uma forma dinâmica de visualizar informações e explorar como os conceitos estão interligados.

Comece com o tema central do seu estudo no meio de uma folha de papel ou tela digital. Desenhe linhas saindo do conceito central para os principais temas ou ideias relacionadas, criando uma estrutura de árvore.

A partir desses ramos principais, adicione mais detalhes, conectando informações secundárias ou específicas. Use cores e ícones para diferenciar e destacar ideias, facilitando a visualização das conexões entre elas.

6. Sistema Leitner

Utilizando o método de repetição espaçada através de flashcards, o Sistema Leitner ajuda a reforçar a memória e a retenção de informações.

Organize seus flashcards em várias caixas ou categorias, dependendo do seu nível de confiança em cada um deles. Quando você revisa os cartões, aqueles que você acerta avançam para o próximo nível (ou caixa), enquanto os que você erra permanecem no mesmo nível ou voltam para o nível anterior.

Estabeleça um cronograma para revisar cada conjunto de caixas com frequências diferentes, como diariamente para a Caixa 1, a cada dois dias para a Caixa 2, e assim por diante. Isso garante que você revisite o material em intervalos que facilitam a consolidação da memória.

Antes de tudo, prepare o terreno

Antes de estudar e aplicar qualquer técnica, é muito importante que você prepare tanto sua mente quanto seu ambiente para garantir um aprendizado muito mais eficiente que consequentemente te ajudará a reter informações. Adotar certos hábitos pode fazer uma grande diferença em sua capacidade de absorver o conteúdo.

Dormir bem é fundamental. Pesquisas apontam uma conexão direta entre o desempenho acadêmico e a qualidade do sono. Não se trata apenas de garantir uma noite completa de descanso antes de um exame importante; o segredo é manter um padrão de sono adequado nos dias que antecedem seus estudos intensivos. Isso ajuda seu cérebro a se preparar e a processar informações de maneira mais eficiente.

Outro hábito muito útil é mudar seu ambiente. Embora possa parecer surpreendente, alternar o ambiente em que você estuda pode potencializar sua capacidade de memorização e concentração. Se você está acostumado a estudar em um único local, experimente mudar de ares; visite uma nova cafeteria, estude em um parque ou na biblioteca.

Uma nova paisagem pode estimular sua mente e melhorar sua capacidade de recordar o que estudou. No entanto, se você já encontrou um lugar que realmente favorece sua concentração, manter-se fiel a ele em momentos de maior pressão pode ser o melhor caminho.

Além disso, criar um ambiente propício para o estudo pode fazer toda diferença. Escutar música tranquila, como peças clássicas ou faixas instrumentais, pode ajudar a focar e manter a concentração. É preferível optar por músicas sem letras para evitar distrações. Além disso, é essencial minimizar as interrupções; coloque o celular no silencioso e afaste-se de qualquer fonte de barulho que possa tirar sua atenção. E não esqueça de se alimentar bem!

✍🏼Autor: Ricardo .: Última atualização 25 mar, 2024
👉Texto original publicado pelo site. MEU VALOR DIGITAL MV.

 Foto disponível na Internet. 👌👽👌


domingo, 10 de março de 2019

Teste a sua personalidade.




O primeiro animal que você encontrar revelará preciosas características de sua personalidade

Luiza Fletcher • 18 de Janeiro de 2019
o primeiro animal que você

Olhe a imagem acima com muita atenção. Qual é o primeiro animal que você identificou? Guarde-o na mente, pois ele revelará informações muito importantes sobre a sua personalidade.
Não tente trapacear ou acertar o que cada animal revela, apenas siga o que o seu olhar lhe revelou. Quando você apenas confia e permite que seu cérebro aja com liberdade total, os resultados são surpreendentes!
Preparado? Olhe a imagem e guarde em sua mente o animal que viu primeiro.
(Descrição da imagem: Em um fundo colorido e com diversas formas e desenhos, estão escondidos oito animais: coala, girafa, elefante, porco, pato, gato, coruja, urso. Escolha qual animal você prefere e siga para baixo para descobrir seu resultado)
Vamos aos resultados!

Se o animal que você viu primeiro foi…

O Coala

o primeiro animal que você2
O seu resultado revela que você é uma pessoa carismática e com facilidade de fazer amizades. As pessoas se encantam por seu jeito dócil e gentil e gostam de estar perto de você. Por mais que algumas vezes se sinta inseguro consigo mesmo, saiba que você é visto como alguém de muito valor, com amizades sólidas e saudáveis.
Além disso, você vive intensamente, é fiel ao seu propósito. Sabe que nosso tempo de vida é limitado e que temos que gastá-lo fazendo aquilo que nos faz feliz com pessoas que amamos. Você vive uma vida que não lhe dá arrependimentos.

A Girrafa
o primeiro animal que você3
A girafa mostra que você é uma pessoa que vive a vida no agora. Não tem ambições de ser rico de bens materiais, mas sim de conhecimento. Investe seu tempo procurando saber mais sobre o funcionamento da vida e do universo, e ao mesmo tempo que sonha muito com seus desejos, sabe manter o pé no chão e não se perder.
Algumas de suas maiores qualidades são empatia, humildade e disponibilidade. Você nunca está ocupado demais para dedicar um tempo aos seus amados, e cultiva seus relacionamentos com muito amor e dedicação, pois sabe que são essenciais para sua felicidade.

O Elefante
o primeiro animal que você4
Você é uma pessoa muito focada naquilo que deseja realizar. Sempre que tem um objetivo, trabalha nele com tudo de si, e não se dá folga. Seu desejo de reconhecimento e sucesso o move todos os dias em direção a uma vida melhor, isso porque você sabe manter um equilíbrio saudável e não se fecha para o mundo, pelo contrário, está aberto a compartilhar seus conhecimentos.
Apesar de toda a sua inteligência e capacidade, você não gosta de se exibir. Sabe que as pessoas que fazem apenas isso, apenas tentam disfarçar sua insegurança. Por isso, trabalha em silêncio e evolui cada dia mais em direção à pessoa que realmente deseja se tornar.

O Porco
o primeiro animal que você5
Você possui uma habilidade desejada por muitas pessoas: a adaptabilidade. Não importa qual fase esteja vivendo em sua vida, você consegue sempre extrair o melhor dela e usar em sua jornada pessoal. Além disso, sempre consegue se adaptar às necessidades de cada momento da vida. Você nunca vive em desespero, e é um grande refúgio para aqueles ao seu redor, pois sempre tem uma boa palavra para compartilhar.


No entanto, você não vive à mercê da vida. Apesar de poder se adaptar a tudo que lhe acontece, também se esforça por seus sonhos e objetivos, e geralmente consegue conquistar seus desejos com tranquilidade, oferecendo sua mão amiga a todos aqueles que se sentem perdidos ou confusos.

O Pato

o primeiro animal que você6
Se o pato foi o animal que chamou sua atenção em primeiro lugar, você tem uma personalidade surpreendente, mas que não se revela para qualquer um. Apesar de parecer tranquilo demais e muitas vezes até mesmo deslocado no lado de fora, os seus pensamentos trabalham intensamente, vinte e quatro horas por dia.
Você tem uma visão muito bem definida da vida e de quais são os seus objetivos nessa jornada, mas reserva esse conhecimento apenas para si mesmo e para as pessoas nas quais pode confiar. Não se importa em parecer alheio para alguns, contanto que as pessoas que ama conheçam o seu verdadeiro eu e compartilhem a vida ao seu lado.
O Gato
o primeiro animal que você7
Esse animal revela que você é um verdadeiro guerreiro (a). A vida nunca foi fácil para você, e desde cedo enfrentou muitos desafios que o obrigaram a assumir a responsabilidade por si mesmo e aprender a não depender de mais ninguém para ser feliz e bem-sucedido.
Apesar de isso tê-lo tornado uma pessoa mais solitária em alguns aspectos, não mudou o que você tem por dentro, um verdadeiro amor pela vida e uma vontade imensa de fazer o bem para as pessoas ao seu redor, para que não passem pelo mesmo que você passou. Sua sabedoria e bondade não passam despercebidos, e sua presença é muito valorizada pelos seus verdadeiros. Seja feliz por si mesmo, porque você conseguiu vencer, apesar de todas as dificuldades.

A Coruja
o primeiro animal que você8
A coruja mostra que você é uma pessoa de grande sabedoria. Você tem uma grande capacidade de observação e análise, e isso lhe permite aprender com as próprias experiências mas também com os erros e acertos de outras pessoas em sua vida. Você não se apressa para agir, aguarda o momento certo e confia que o universo dará a você as melhores soluções para os seus conflitos.
No entanto, apesar de ser firme e duro, tem uma alma linda, compassiva e amorosa, que o guia em todos os seus passos e o faz ser a pessoa incrível que você é. Você tem tudo o que é preciso para conquistar os seus objectivos, e quando confia em si mesmo com todas as forças, nada pode ficar em seu caminho.

O Urso
o primeiro  animal que você
Por último, se o urso foi o animal que mais lhe chamou a atenção na imagem, você é uma pessoa que detém um grande poder em seu interior e aprendeu a canalizá-lo para o bem. Você não tem medo de usá-lo para as coisas difíceis, e está sempre disponível para oferecer proteção, amor e cuidado para as pessoas ao seu redor. Você possui um grande coração e trata a todos bem, mas pode se tornar feroz sempre que precisar cuidar daqueles que ama.
Seu poder é muito intenso, mas você não tenta manipular as pessoas a fazerem sua própria vontade. Pelo contrário, aceita que todos têm direito de viver suas vidas como quiserem, apenas garante estar sempre por perto quando precisar resgatá-los.
*A descrição da imagem é colocada no início do texto para que pessoas com deficiência visual também possam realizar o teste, escolhendo a representação com a qual mais se identificam
Qual animal você viu primeiro? O que você achou do seu resultado? Comente abaixo e compartilhe o teste com seus amigos!

domingo, 31 de agosto de 2014

Diferencas de perspectivas.

Texto Jornal Notícia de 30 de Abril

Titulo: “ Polícia frustra tráfico de raparigas para Angola

O texto apresenta uma perspectiva que procura destacar as acções praticadas pela polícia com instituição que zela pela segurança da sociedade.

E têm como elementos de coesão, a predominância de artigos que procuram legitimar as acções da polícia. Há também predominância de verbos e formas verbais que procuram revelar apenas as acções da polícia, exemplos: frustra; conseguido; inviabilizar, investigações e lançar.





Texto Jornal Canal de Moçambique de 30 de Abril

Título: “Moçambicana detida por tentativa de tráfico de raparigas para prostituição em Angola”

O presente texto apresenta uma perspectiva que procura destacar as acções praticada por uma mulher.

E têm como elementos de coesão a predominância do pronome pessoal “ela”, bem como a predominância de verbos e formas verbais que procura revelar as acções praticadas pela mulher traficante, exemplos: “preparava; levava; tem; transportar; acusada, etc

sábado, 10 de maio de 2014

A ficcionalidade e semântica do texto literário

A ficcionalidade e semântica do texto literário

A ficcionalidade é um conjunto de regras pragmáticas que prescrevem como estabelecer as possíveis relações entre o mundo constituído pelo texto literário e o mundo empírico. E constitui uma propriedade necessária para a existência do texto literário.
A ficcionalidade a nos textos literários manifesta-se a dois níveis: no nível de enunciação e no nível dos referentes textuais.
No nível de enunciação, o autor textual e o narrador não são co-referenciais com o autor empírico e produzem textos que não depende de um contexto, ou situação actual. E a nível dos referentes textuais, os referentes textuais não preexistem ao texto literário, não lhe são anteriores nem exteriores, sendo instituídos pelos enunciados do próprio texto. Os referentes dos textos literários, constituem objectos de ficção ou seja não existem no mundo empírico e, não são factualmente verdadeiros. Contudo, entre os referentes literários pode figurar objectos que têm, ou tiveram, existência no mundo empírico, por exemplo, a cidade de Lisboa n Os Maias.
Mas os códigos de certos subgéneros literários, como o romance e o drama históricos, comportam como convenção indispensável a representação de personagens que tiveram existência historicamente comprovada, as quais, no mundo possível da obra literária, coexistem e convivem com personagens puramente ficcionais, e de eventos historicamente ocorridos, que naquele mundo, se cruzam e misturam-se com acções também puramente ficcionais. Mas estes objectos que tiveram existência historicamente comprovada, quando dentro do mundo textual, adquirem o estatuto ficcional, não podendo ser exactamente identificados como referentes empíricos e históricos.
Do ponto de vista filosófico, os objectos ficcionais não podem ser julgados verdadeiros ou falsos de acordo com o conceito que exige a correspondência das proposições com a realidade, mas podem ser julgados verdadeiros ou falsos em função dos enunciados dos textos literários em que aqueles objectos ocorrem.
E tudo no texto literário, só pode ser verdadeiro ou falso, se o narrador assim o afirmar. Uma vez que ao se analisar o problema da verdade num texto literário, as palavras do escritor instituem uma verdade que pode ser explicada, mas não verificadas, porque essa verdade existe nessas palavras, num discurso semanticamente orgânico e autónomo.
Mas a pseudo-referencialidade não implica uma total ruptura com o mundo empírico, mas sim, suspende-a. Pois certos códigos literários, tendem a aproximar estreitamente o mundo possível do texto literário e o mundo empírico, por exemplo: o realismo, que tem como regra, a representação objectiva e verista do real. E em contra partida, o código da literatura fantástica, tende a acentuar a diferenciação entre os dois mundos, o ficcional e o empírico. No entanto, tanto na literatura fantástica assim como a literatura realista, existe sempre uma estrita correlação com o mundo real, correlação essa que pode advir de uma modalidade metonímica com uma modalidade metafórica, que tanto pode apresentar-se sob espécie de uma fidelidade mimética como sob a espécie de uma deformação grotesca ou de uma transfiguração desrealizante. É esta correlação semântica do texto literário com o real, que muitos autores, afirma que uma verdade no texto literário não se funda com a verdade no mundo empírico.

O texto literário como um mecanismo semiótico que em virtude das características da sua forma de expressão, da sua forma de conteúdo e do seu estatuto comunicacional, apresenta estruturas semânticas peculiares e tem capacidade de produzir no processo de leitura, tanto sincrónica como diacronicamente, novos significados.

Bibliografia
Aguiar e Silva. V.M. (1984). Teoria da Literatura, 6ª edição. Coimbra. Livraria Almedina.
      pp. 639-654



De: S. Chisseve

contacto: chissevesergio@gmail.com

Alguns aspectos convergentes e divergentes da cultura moçambicana

Índice






1. Introdução


A área com cerca de 799 380km², actualmente correspondente ao território moçambicano, surge no contexto da ocupação colonial. Foi por essas alturas que as potências europeias (movidas por razões de ordem económica) promoveram nos finais do século XIX a Conferência de Berlim (1884 – 1885), na qual se materializou a partilha de África de forma arbitrária. Assim afirmamos porque aquando da concretização dos seus interesses (que viriam a terminar com a ocupação efectiva), os ocidentais não consideraram as fronteiras culturais, etnolinguísticas, económicas, geográficas, políticas e/ou tradicionais africanas, dividindo deste jeito diversas estruturas sociais.

É precisamente neste cenário que surge um Moçambique multilinguístico e multiétnico, isto é, formado por povos que partilham línguas, hábitos e costumes diferentes num mesmo espaço físico-geográfico. Mas apesar desta partilha acontecer dentro da mesma fronteira, se por um lado, no que tange a cultura, os diferentes grupos étnicos existentes no país comungam diversos traços culturais, por outro, os traços culturais diferem-se.

Motivados pela necessidade de compreendermos o fenómeno cultural moçambicano, o presente trabalho, que se insere no âmbito da disciplina Literatura e Cultura Moçambicana, cujo tema é Cultura Moçambicana: Aspectos Convergentes E Divergentes Da Cultura Moçambicana Multiétnica E Multilinguística, visa analisar os aspectos convergentes e divergentes da cultura moçambicana em “Quenguelequezê”, poema de Rui de Noronha, “Balada de Amor Ao Vento” e “Niketche”, romances de Paulina Chiziane. A primeira análise vai opor “Quenguelequezê” da “Balada de Amor Ao Vento”, na qual mostraremos (i) como o rito de nascimento acontece em cada texto e, em “Niketche”, (ii) como a instituição casamento é concebida em dois espaços culturais diferentes, focando a atenção a reacção das mulheres perante este fenómeno.

Portanto, o trabalho terá dois momentos essenciais: o primeiro tem a ver com a busca dos principais conceitos relacionados com o tema em estudo enquanto o segundo será destinado a análise propriamente dita.

Eis a estrutura do trabalho: Breves considerações sobre as noções de Literatura, Cultura e multilinguismo; Alguns aspectos convergentes e divergentes da cultura moçambicana, A celebração do ritual de nascimento em “Quenguelequezê” e “Balada de Amor Ao Vento”; Como é que as mulheres do sul e do norte de Moçambique se portam antes e durante o casamento?; Conclusão e Referência bibliográfica.

 




 

2. Breves considerações sobre as noções de Literatura, Cultura e multilinguismo 

2. 1. Noção de Literatura


A intenção de encontrar um conceito referencial de literatura, enquanto ciência, com métodos, objectos e objectivos próprios, é marcada de contradições e repulsas ao longo da história literária. Pois, nem as tentativas de definição biográfica de literatura de Saint Beuve, historicista de Hippolyte Tain, formalista dos Formalistas Russos, institucional/funcional defendida, por exemplo, por Stanley Fish, conseguiram vincar. Isto acontece porque, no entender de Todorov (1978: 25), para além da utilização da linguagem não existe nenhum elemento extensivo e exclusivo dos textos literários, o que faz com o que se encontra em obras literárias possa também ser encontrado em obras não literárias.
Por isso, neste estudo iremos nos preocupar com literatura enquanto uma manifestação artística, um texto verbal com lacunas que devem ser preenchidas pelo leitor para que possam fazer algum sentido.

 

2. 2. Noção de Cultura


De acordo com Siliya (1996: 33), “o homem cria cultura no seu relacionamento permanente com a natureza” − esta ideia também nos é sugerida por Martins (2001).
Para Siliya e Martins a cultura parece ser um produto natural, no entanto, sem o ambiente social circundante ao homem, ainda que haja um relacionamento entre este e a natureza, entendemos nós, não pode haver cultura.
Como se a ampliar aquela noção, Lima, Martinez e Filho (1991), definem cultura como tudo o que recebemos, transmitimos ou inventamos. Por exemplo, uma adivinha, um conto, o respeito pelos mais velhos, as regras, os hábitos/costumes, a língua, e etc., constituem cultura. Daí afirmarem: para além de cultura ser o conjunto de tradições e herança social, é tudo que o homem acrescenta à natureza humana.
Esta noção dual, que realça o factor natural e social do Homem, leva-nos ao seguinte posicionamento: a cultura é um conjunto de artefactos materiais e psicológicos que o Homem (re)produz, transmite e inventa, no meio social, como forma de vencer as suas necessidades e/ou as suas limitações biológicas/físicas.

2. 3. Noção de Multilinguismo

Dubois e tal (1978: 470), usam a noção multilinguismo como sinónimo de plurilingue. Assim, de acordo com aqueles autores, multilingue refere-se aquele falante plurilingue. Melhor dizendo, “diz-se que um falante é plurilingue quando utiliza no seio de uma mesma comunidade várias línguas conforme o tipo de comunicação (em sua família, em suas relações sociais, em suas relações com a administração, etc.). Diz-se de uma comunidade que ela é plurilingue quando várias línguas são utilizadas nos diversos tipos de comunicação”. Logo, multiétnico refere-se a uma sociedade composta por várias etnias[1]. Como é o caso de Moçambique  

3. Alguns aspectos convergentes e divergentes da cultura moçambicana


Numa intervenção concedida ao IV Encontro de Professores de Literaturas Africanas, está evidente que Lourenço do Rosário defende que a literatura moçambicana tem um lugar, enquanto veículo de valores culturais, quer dizer, a literatura é um espaço de debate, de questionamento e de reflexão dos hábitos e de costumes tradicionais. Porque cremos na veracidade dos argumentos de Rosário (2010), trataremos dos aspectos convergentes e divergentes da cultura moçambicana tendo como foco três textos literários da literatura moçambicana:  “Quenguelequezê”, poema de Rui de Noronha, “Balada de Amor Ao Vento” e “Niketche”, ambos os romances de Paulina Chiziane, uma vez que parecem apresentar elementos elucidativos sobre a diversidade multilinguística e multiétnica da cultura moçambicana.

3. 1. A celebração do ritual de nascimento em “Quenguelequezê”[2] e “Balada de Amor Ao Vento”


Um dos vários aspectos de convergência entre os diversos grupos etnolinguísticos existentes em Moçambique é a prática dos rituais em determinados estágios de evolução física e mental do ser humano. Referimo-nos aos seguintes rituais: nascimento, iniciação, matrimónio ou fúnebre. Não obstante, embora os rituais mencionados façam parte – podemos assumir – de todas as etnias do país, a maneira como cada comunidade ou grupo levará a cabo é diferente. A seguir, revelaremos as semelhanças e as diferenças concernentes ao rito de nascimento, nos textos já identificados.

No poema de Rui de Noronha, “Quenguelequezê”[3], o sujeito de enunciação apresenta-nos um “cenário” em que se concretiza o ritual de nascimento. Neste poema, o ritual é levado a cabo entre cânticos e danças e, “Como se fora em brando e afogado leito/ Deitaram a criança, rebolando-a,/ Em cima do monturo”, sendo que no auge da cerimónia a criança é apresentada à lua longe dos cuidados paternos. Aliás, porque o ritual de nascimento tem uma extrema importância simbólica na vida dos que nele acreditam e praticam, pois é graças a este ritual que (de acordo com o texto, só pode ser orientado pela mulher mais idosa da comunidade) já adulto, a criança pode ser perspicaz, intrépido, inteligente e forte. Por isso, o pai da criança só regozija depois de cumprido integralmente o ritual porque assim antevê um futuro brilhante para o filho e, consequentemente, para si próprio, através da personalidade do filho. As seguintes passagens extraídas de “Quenguelequezê” quando o pai tem finalmente o contacto com filho, são ilustrativas, vejamos:

“Meu filho, eu estou contente!
Agora já não temo que ninguém
Mofe de ti na rua,
E diga, quando errares, que tua mãe
Te não mostrou à lua!
Agora tens abertos os ouvidos
Para tudo compreender;
Teu peito afoitará, impávido, os rugidos
Das feras, sem tremer…
Meu filho, eu estou contente!
Tu és agora um ser inteligente,
E assim hás-de crescer, hás-de ser homem forte

Até que já cansado
Um dia muito velho
De filhos rodeado,
Sentindo já a dobrar-se o teu joelho
Virá buscar-te a morte…
Meu filho, eu estou contente!
Agora, sim, sou pai!...”[4]




Como podemos notar, na passagem acima há uma entidade textual que se jubila com o nascimento do filho não revela, antes pelo contrário, enfatiza orgulhoso no último verso que é pai porque um acontecimento importante materializou-se com sucesso. Parafraseando, a entidade textual sente-se pai no momento em que o filho passa por todo o ritual de nascimento e não quando nasce, pois, sem apresentação da criança à lua, repetimos, pela senhora mais idosa da comunidade, de nada vale a vida.

Há aqui um simbolismo cultural intenso que comprova que a literatura realmente é um espaço de debate, de questionamento, de reflexão dos costumes tradicionais/culturais de uma sociedade, mas também de aprendizagem e conservação indubitável desses costumes.
O indivíduo do grupo etnolinguístico ronga que for a ler “Quenguelequezê” pode, sem receio algum, identificar-se com o ritual e com a forma como aparentemente esse ritual é desenvolvido. É o nosso caso. Por isso (re)vivemos a passagem “Olha é tua” (p. 27) como se a lua do poema também nos pertencesse.

Em relação à “Balada de Amor ao Vento”, primeiro romance de Paulina Chiziane, o qual gira em torno da estória amorosa de Sarnau e Mwando, personagens que depois de se separarem diversas vezes veriam a terminar juntos nos “labirintos” de Mafalala, o rito de nascimento também é um acontecimento a ter em conta. Sem nos centrarmos no universo diegético em si, mas na passagem em que constatamos o ritual de nascimento, capítulo 11, explicaremos como acontece.
Logo a partida, no capítulo 11 do romance em causa está evidente a celebração do ritual do nascimento. À semelhança do que acontece no poema acima analisado, o ritual nesse romance também inicia de forma especial “Kenguelekezêêê!...” que se ao nível semântico converge com o outro texto, ao nível da ortografia diverge.

Em a “Balada de Amor ao vento” o ritual de nascimento que devia se realizar durante a lua nova, realiza-se na lua cheia por se tratar do filho do rei, e a apresentação do recém-nascido à lua é motivado pelo facto de se pretender livrá-lo de diarreias, doenças nervosas e ataques durante o longo período de vida em que a criança estará sujeita às diversas metamorfoses. Este ritual é orientado pelas madrinhas da criança à volta de uma fogueira sagrada, na qual, para além da apresentação da criança à lua, dançando, administram fumos e drogas com o objectivo de afugentar feitiços e maus-olhados. Neste processo, não se escusam as vacinas, amuletos e colares de pele de leão, de modo que futuramente o miúdo possa ser corajoso e determinado como o leão é. Há por detrás destas todas peripécias uma crença na qual os tsongas (Marrongas, machanganas e matwas) se espelham na construção de um futuro individual e, consequentemente, colectivo na medida em que não deve haver indivíduo sem colectivo – porque o Homem é por essência um ser gregário, já o sabemos – e colectivo sem indivíduo. Mas o que há de comum entre estes dois textos no concerne ao rito de nascimento e como é que as divergências se explicam à luz de uma sociedade multiétnica e multilinguística?

Começando por responder a primeira pergunta, em ambos os textos quando a criança nasce celebra-se o rito de nascimento que consiste em o recém-nascido ser apresentado à lua de modo que a sua vida possa ser o que a comunidade almeja a qualquer membro que nela integra; em ambos os textos o ritual é dirigido por mulher(s) e os homens, inclusive o pai da criança, mantém-se distante da criança até que se cumpra integralmente o ritual; em ambos os textos o termo “Quenguelequezê” (Rui de Noronha) ou “Kenguelekezêêê (Paulina Chiziane) mais do que anunciar a lua nova, pretendem abrir as portas da vida ao recém-nascido; em ambos os textos o ritual é realizado entre danças e cânticos e à noite.

Ora, se em Noronha o ritual é celebrado pela mulher mais idosa da comunidade, em Chiziane desvaloriza-se a idade, são as madrinhas da criança que orientam o ritual. Para além da variedade ortográfica do termo, como já referimos, enquanto no primeiro texto o homem tem um papel secundário de cantar, no segundo o homem nem esse papel tem. Outra diferença está relacionado com facto de depois de a criança ser ostentada à lua, em “Balada de Amor ao Vento”, passar por um processo de vacinação e aquisição de amuletos e peles de leão com o objectivo de torná-la forte e corajosa − em “Quenguelequezê” tal fenómeno não é aparente.

Estas divergências acontecem porque, na nossa óptica, cada texto apropria-se de um universo de um determinado grupo etnolinguístico e étnico que mesmo sendo tsonga, nos dois casos, as diferenças linguísticas e tradicionais vão variar de acordo com o cronótipo que separa os dois grupos etnolinguísticos implicitamente identificados tanto em “Quenguelequezê” como em a “Balada de Amor ao Vento”. É pela diversidade linguística e étnica que o Moçambique possui que os textos literários, a dada altura, enquanto um produto que se não dissocia na cultura, apresentam aspectos convergentes e divergentes. Todavia, buscar dois textos literários não constitui a única forma de demonstrar estes aspectos. Num mesmo texto literário podem se encontrar vários elementos intrínsecos à diversidade cultural. Niketche, que a seguir analisaremos, é um exemplo a ter em conta.

 

3. 2. Como é que as mulheres do sul e do norte de Moçambique se portam antes e durante o casamento?


Lançamos esta pergunta em jeito de provocação. Se quiséssemos respondê-la, com efeito, à luz da realidade moçambicanidade, teríamos de fazer um estudo sociológico em vez de literário. O nosso interesse não é esse, mas sim, como fizemos menção na introdução deste trabalho, analisar os aspectos convergentes e divergentes da cultura moçambicana a partir de textos literários previamente mencionados. Para o efeito, neste ponto iremos nos focalizar nas falas de duas personagens de Niketche, pois oferecem-nos argumentos passíveis de responder a pergunta acima.   

O romance Niketche gira em torno dos melodramas que Rami, a protagonista da estória, vive quando Tony, o marido, relaciona-se com outras mulheres, repelindo-a a um plano secundário. Com o receio de perder o marido, Rami resolve dirigir-se a uma macua idónea no intuito de obter conselhos que a ajudassem a salvar o lar. É no diálogo destas duas mulheres que se registam algumas semelhanças e diferenças entre as mulheres do sul e do norte, e tudo surge da necessidade de Rami, representado metaforicamente as mulheres do sul, responder a pergunta feita por aquela que, também metaforicamente, representa as mulheres do norte, “Como foi a preparação do teu casamento?”. Respondendo a pergunta, Rami revela que as mulheres do sul, em vésperas de casamento, para além dos conselhos ligados à obediência e à maternidade que recebem da igreja e da família, nada mais aprendem nos dias que precedem o casamento. Por isso, a conselheira macua que Rami procura afirma à luz dos seus costumes: “Então não és mulher” – e diz mais – “És ainda criança. Como queres tu ser feliz no casamento, se a vida a dois é feita de amor e sexo e nada te ensinaram sobre a matéria?” Neste contexto, a menção aos ritos de passagem de adolescência para a juventude e de noiva para a esposa aparecem como factos distintivos entre as mulheres das duas regiões. 

Outras diferenças existentes entre as mulheres do sul e do norte como uma construção social encontramos ao longo da narração. Citamos: “No norte, as mulheres enfeitam-se com flores, embelezam-se, cuidam-se. No norte a mulher é luz e deve dar luz ao mundo” (p. 38). Mais adiante a narradora continua: no sul as mulheres vestem cores tristes, pesadas. Têm o rosto sempre zangado e cansado, e falam aos gritos como quem briga, imitando os estrondos da trovoada. Usam o lenço na cabeça sem arte nem beleza, como quem amarra um feixe de lenha. Vestem-se porque não podem andar nuas” (p. 38). Todas estas diferenças acentuadas entre as mulheres do sul e norte, de acordo com a conselheira macua, e que concorrem para que Rami não consiga gerir o seu lar, expondo-se a praticar um papel no lar que em vez de a favorecer, só a pode prejudicar, deve-se a falta dos ritos de passagem, instituição em que as mulheres do norte aprendem coisas relacionados ao amor, sedução, de maternidade, da sociedade, de convivência e acima de tudo as lições básicas de amor e sexo.
Mas não só existem diferenças entre as mulheres das duas regiões. Aliás, há diferenças porque existem semelhanças. As mais flagrantes que o romance oferece são:

Ø  De norte a sul os diferentes grupos etnolinguísticos, através de tabus, impendem que a mulher em período de menstruação aproxime-se da vida pública;
Ø  De norte a sul as mulheres deparam-se com tabus que as impedem de comer ovos com o pretexto de que terão filhos carecas e se portaram como galinhas poedeiras no momento do parto;
Ø  De norte a sul as mulheres são obrigadas a aceitar os mitos que as aproximam do trabalho do doméstico e afastam os homens;
Ø  Do norte a sul as mulheres são obrigadas a servir aos maridos os melhores nacos da carne, ficando para elas os ossos, as patas, as asas e o pescoço;
Ø  Do norte ao sul as mulheres são culpadas pelas calamidades naturais e outras intempéries.

Portanto, a forma como a mulher do norte e do sul prepara e vive o casamento é diferente, pois os hábitos e costumes que as orientam também são diferentes. Assim, pode-se afirmar que a diversidade étnica, que também se pode expressar a partir da diversidade linguística, é um factor que gera distinções culturais.

Para terminarmos, queremos dizer o seguinte: “as culturas são fronteiras invisíveis construindo a fortaleza do mundo” (p. 41).






 

 


 

 

 

 



4. Conclusão 


Numa sociedade multi-etnolinguística como Moçambique, a diversidade cultural é um fenómeno social irredutível. Para que se perceba a cultura moçambicana, antes é necessário que se consolide os aspectos concorrentes à convergência e a divergência de cada grupo etnolinguístico. Na impossibilidade de fazê-lo, neste trabalho nos dedicamos a analisar alguns aspectos que amiúde permitem relacionar determinados hábitos e costumes, através da literatura, por entendermos que é uma manifestação artística propensa a reflexão da cultura. E a conclusão a que chegamos é de que não existem fronteiras políticas ou geográficas que podem fazer com que as manifestações culturais de um país ou parte dele sejam as mesmas/diferentes.

Porque a cultura não é um património estanque, pelo contrário, por evoluir num determinado cronótipo, os hábitos e costumes desenvolvidos pelo Homem num determinado universo, tanto podem concorrer para aproximar uma etnia da outra como também para afastá-las. E mesmo numa mesma etnia, a uniformidade dos costumes não é fenómeno que se pode encontrar com muita facilidade, pois o Homem em si já é uma entidade diversa.

Tanto em “Quenguelequezê”, de Rui de Noronha, “Balada de Amor ao Vento” e “Niketche”, ambos de Paulina Chiziane, a cultura integra na essência dos textos como se pretendessem dar-se a conhecer aos leitores. Tal facto acontece porque a literatura está “umbilicalmente” ligada a cultura, e, por isso, funcionar como um veículo de transmissão e preservação dos costumes sociais. Há, portanto, uma relação recíproca entre a literatura e cultura e o Homem que as produz na tentativa de perpetuar imagens e imaginários que sirvam de itinerários às diversas gerações. 




5. Referência bibliográfica


Altuna, P. (1985) Cultura Tradicional Banto. Luanda: Secretariado Arquidiocesano de Pastoral.
Chiziane, P. (2008) Balada de Amor ao Vento, 4ª Edição. Maputo: Ndjira.
Dubois, J. et al (1973) Dicionário de Linguística. São Paulo: Editora Cultrix.
Lima, M., Martinez, B. e Filho, J. (1991) Introdução à Antropologia Cultural, 9ª Edição. Lisboa: Editorial Presença.
Lopes, A., Sitoe, S. e Nhamuende, P. (2002) Moçambicanismos: Para um Léxico de Usos do Português Moçambicano. Maputo: Livraria Universitária.
Matusse, G. (1998) A Construção da Imagem de Moçambicanidade em José Craveirinha, Mia Couto e Ungulani Ba Ka Khosa. Maputo: Livraria Universitária.
Mendes, O. (1980) Sobre Literatura Moçambicana. Maputo: Instituto Nacional do Livro e do Disco.
Noronha, E. (2006) África Surge et Ambula: Rui de Noronha – Poeta Moçambicano. Maputo: Espaço Rui de Noronha Associação.
Rosário, L. (2010) O Lugar da Literatura Como Veículo de Valores Culturais Africanos – O Caso de Moçambique. IV de Professores de Literaturas Africanas. Belo Horizonte, Novembro de 2010.
Siliya, C. (1996) Ensaios Sobre a Cultura Em Moçambique. Maputo: ____________________
Todorov, T. (1978) Os Géneros do Discurso. Lisboa: Edições 70.

Outra fonte
Martins, D. (2001) O Estado Natural de Thomas Hobbes e a Necessidade de uma Instituição Política e Jurídica, site [acessed on Março de 2011].





[1] Grupo humano que apresenta características raciais, culturais e nacionais homogéneas (p.456).
[2] “Termo anunciador do aparecimento da lua nova no firmamento, ocasião em que se realizavam cerimónia de apresentação dos recém-nascidos (termo consagrado também na literatura por Rui de Noronha) como forma de lhes abrir as portas da vida. Significa ei-la (a lua)! O termo expressa o momento que se esperava com ansiedade e sem se saber exactamente quando aconteceria; sinal especial de esperança. Tradição entre marrongas, machanganes e matswas. Formal e informal” (Lopes, Sitoe e Nhamuende, 2002: 128).
[3] In Mendes (1980: 25 – 28).
[4] Sublinhados nossos.